Equilíbrio

Encontrar o equilíbrio é necessário, e isso somente é possível desenvolvendo uma espiritualidade centrada em Cristo, de tal forma que Ele cresça e possamos assumir a sua forma de pensar, falar, agir.

A espiritualidade nos aproxima de Deus, ela deve nos tornar mais parecidos com Jesus. O Senhor Jesus, em todas as situações, procurou agir com temperança e equilíbrio, mesmo diante de religiosos que agiam nos extremos da lei. Infelizmente, a religiosidade pode levar as pessoas a agirem de maneira extrema, alguns exigindo regras demasiadas que não implicam em salvação, outros, sem regra alguma vivem nos dois extremos perigosos.

“Pelo contrário, o verdadeiro judeu é aquele que é judeu por dentro, aquele que tem o coração circuncidado e isso é uma coisa que o Espírito de Deus faz e que a lei escrita não pode fazer. E o louvor que essa pessoa recebe não vem de seres humanos, mas vem de Deus”. (Romanos 2.29)
Espiritualidade tem a ver com santidade equilibrada. Ter uma vida temperada implica a busca de uma santidade sem extremos, nem além ou aquém do que a bíblia pede. Uma espiritualidade equilibrada é centrada na palavra.

“Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência”. (Colossenses 3:12)
O Espírito de Deus é vital para você desfrutar plenamente a vida cristã, logo não há vida cristã sem o Espírito.

“O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”. (Romanos 8:16). Tenha essa experiência que vai transformar sua vida.

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.
(João 14:16).

Isaías 26.3-4

“Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti. Confiai no SENHOR perpetuamente; porque o SENHOR Deus é uma rocha eterna”.
(Isaías 26.3-4)

Deus prometeu conservar em paz somente aquele que tomasse uma atitude em seu íntimo. A paz de Deus não está ligada às nossas ações, mas a uma atitude interior. Observe o que Cristo ensinou:
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14.27)

Dar-nos a paz é algo que Jesus faz, mas não se atemorizar e nem deixar o coração turbar é responsabilidade nossa! A paz interior é só para quem luta por ela (para alcança-la e preserva-la). Podemos dizer que é como uma sociedade: Deus só dá a paz se eu me posiciono.

Penso que o que melhor ilustra esta parceria é o seguinte exemplo: O fogo (a paz) só queima se houver lenha (minha atitude). Se não dermos o passo determinante no que diz respeito a decidir não provar nada diferente desta paz, ela por sua vez também não se manifestará. O apóstolo Paulo também ensinou sobre este princípio:

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4.6,7)

A responsabilidade de não estar inquieto (outras versões bíblicas usam o termo ansioso em lugar de inquieto) é nossa. É uma ordem de Deus para nós. E quando decidimos não nos entregar à ansiedade e aos receios Deus fará a parte dele: “e a paz de Deus… guardará os vossos corações”.
Precisamos entender que tudo começa com uma atitude interior nossa, e só depois é que Deus cumprirá a parte dele. Para não andar ansioso, não basta apenas você decidir isto, é preciso uma intervenção de Deus. Mas esta intervenção, por sua vez, só acontece depois de fazermos nossa parte e esperar nele.

Isto é o que Deus, por boca do profeta Isaías chamou de manter a mente firme no Senhor. Quando dizemos aos problemas que não aceitamos nos preocupar com eles, estamos fixando nossa mente no fato de que Deus está conosco e que Ele vai interferir na situação. Então, veremos Deus fazer a parte dele e conservar em paz aquele cuja mente está firme nele.

Em Efésios 3.16 lemos que Deus nos fortalece com poder no homem interior. É lá que tudo começa. Antes de se manifestar nas circunstâncias, nossa vitória vai se formar do lado de dentro através do descanso e da certeza do agir de Deus. Esta atitude interior é o primeiro estágio da fé e nos levará ao milagre e à vitória.

VENCENDO O MEDO

Por 365 vezes encontramos na Bíblia a expressão “não temas“. Alguém disse que temos uma delas para cada dia do ano e que se procurarmos com calma talvez achemos uma para o ano bissexto!
Por que para Deus é tão importante que não tenhamos medo? Porque fé começa com uma atitude interior. Somente depois de agir dentro de nós, nos levando a um lugar onde o problema não mais nos afeta é que fará com que o poder de Deus opere nas circunstâncias à nossa volta. Quando os três amigos de Daniel venceram a fornalha do rei Nabucodonosor na Babilônia, o fizeram pela fé. Mas observe como foi que esta fé operou:

“os quais, PELA FÉ, venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, APAGARAM A FORÇA DO FOGO, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fugida os exércitos dos estranhos.” (Hebreus 11.33,34)

O texto não diz que eles apagaram ao fogo, e sim a força do fogo. A diferença é muito clara. A fé nunca começa resolvendo a circunstância, mas anulando seu poder sobre nosso íntimo. Quando o fogo não tem mais poder sobre nós é porque o milagre já começou. A fé não é uma varinha de condão que ao ser batida sobre o problema o faz desaparecer instantaneamente. Ela primeiro nos transporta a um lugar onde as circunstâncias não mais nos afetam. O Senhor falou disto pela boca do profeta Isaías:

“Mas, agora, assim diz o Senhor que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome; tu és meu. Quando passares pelas águas, estarei contigo, e, quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.” (Isaías 43.1,2)

 

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